O Começo de uma longa jornada

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Todo casal de namorados e noivos quando a coisa está ficando mais séria começa a fazer planos, então conosco não foi diferente, também fizemos planos e entre estes estava a possibilidade de adoção.

Muito romântico nosso sonho e cheio de expectativas, mas só depois de termos os nossos filhos biológicos, foi esta a proposta.

Hoje,  2o anos atráz, não consigo achar sentido nesta condicionalidade, também não sei se seria diferente, mas enfim, estava lá dito ao universo que este plano nós tínhamos.

Sempre acreditei que se pensamos, se queremos, acontece. Em algum momento fica guardado na gaveta dos desejos e sonhos e em algum momento, desabrocha. A vida te faz lembrar que você fez este pacto com a vida.

Já tinha outros exemplos de adoção na família, onde tenho primos que foram adotados e, no convívio, não tinha diferença nenhuma.

Alguns casos fomos saber somente depois de adultos, porque esse era um detalhe que não tinha sentido para nós.

Em 1997 casamos, depois de oito anos de namoro e noivado, ainda não era o momento de pensar em filhos.

Começamos a pensar na possibilidade depois da formatura na faculdade, isso em fevereiro de 1998. Fui no médico, fiz o exames e pronto, estava tudo certo!

Parece tudo muito mecânico falando assim, mas iamos gerar uma vida e tinhamos que estar preparados para este passo de 380º e, por mais que pensavamos estar preparados, instruidos… a vida tem muito mais para nos surpreender e nos exigir.

A Pergunta é: “Estamos preparados para aquilo que os livros não conseguem traduzir?” A resposta é sempre sim, mas somente quando a coisa acontece é que de fato se percebe se temos como segurar o rojão e dar aquele sorriso e dizer: Esta tudo bem!

Eu sempre tive muito contato com as pessoas que adotavam e compartilhei de algumas histórias, angustias e alegrias da Adoção, mas ainda a nossa gaveta deste sonho  não se abrira.

Em maio de 1998 em uma ultrassom de rotina, me mostrou que estava grávida e eu tinha certeza, não sei como: seria uma menina.

Foi um momento único e tranquilo, como eu disse antes, concreto, tudo assumia um novo significado, uma nova centralidade.

Hormônios… desejos… só de milkshake, que quando consegui comer, lá pelos oito meses, mal acabei, corri para o banheiro. Rsrs!!!

Enfim, 38 semanas depois nasceu nossa menina.

Como eu disse, nem todos os livros do mundo conseguem traduzir : o nascimento, o primeiro dia em casa, o primeiro banho , o sofrimento de um ponto inflamado, o sentimento de incompetência quando tu não consegue amamentar, o medo de não saber cuidar dentro do que necessita, mas… tem coisas que é como a frase diz: Quando nasce uma criança, nasce uma mãe (claro que não é regra), mas depois de alguns tropeços, vencer uns medos e aprender, fomos nos descobrindo como uma família, como pais e como pessoas neste novo contexto.

Neste período, por várias vezes conversamos sobre a adoção, algumas vezes com muita certeza, outras com um pouco de medo, muito derivado de nossa primeira experiência como pais.

Uma coisa aprendi: É uma viagem sem volta, porque quando nos tornamos pais, seremos pais para toda a vida.

Esta responsabilidade começou a tomar conta de nossa vida e já não éramos mais um casal, sim uma família de três e muitos sonhos!

Não sei se é coisa de mulher, mas a gente pensa muito! Então, essa responsabilidade de ser mãe, trabalhar fora, estudar, ser mãe, ser filha, ser mãe, ser trabalhadora, ser dona de casa, ser mãe… Ufa! Exaustivo e faz a gente pensar em todas as providências e papéis que temos que desempenhar.

Alegrias, compensações e satisfações: um novo universo se desponta, nos faz desscobrir um novo mundo e novas oportunidades!

Agradeço cada dia por este presente, por esta nova condição, porque ela me amadureceu o suficiente para entender a gravidez invisível, para entender o que é estar numa fila a espera de um filho não gerando dentro da minha barriga, mas gerado no universo, no nosso coração!

Obrigada pela partilha e até a proxima vez!

 

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Um decisão, uma vida!

Quando engravidamos, decidindo consciente ou inconscientemente e, quando se concretiza a notícia de que estamos esperando um filho, a vida, as falas, os olhares … enfim tudo passa a ser em direção a nova vida que você gera.

As expectativas, a ansiedade, as compras, o quarto, as roupas… os chororos… tudo tem um sentido, porque é objeto concreto a barriga crescendo, a mulher mudando o corpo para receber esta vida que cresce. É uma milagre, é uma benção. O homem aprende a se envolver em uma situação que ele não consegue entender muito bem, mesmo que ele se esforce.

A vida da família, da mulher, do marido ora é preocupante, ora é estressante, mas cheia de alegria, mesmo quando você dizia que não estava preparada para engravidar.

Mas quando o assunto é adoção: TUDO FICA NO ABSTRATO.

Porque aquelas pergunta básicas: Será que vai ter o meu nariz? Ai como eu queria que tivesse os teus olhos? Tomara que não herde a tua reina? Tudo isso não existe!!!

E quando passamos para o abstrato, para o que não alcança nossa imaginação é preciso termos certeza de nossas decisões, é preciso que tenhamos a coragem de enfrentar as dificuldades de nossa escolha sem ficar colocando na própria escolha ou no fruto de nossa escolha  culpa pelos acontecimentos.

O Abstrato é obscuro e muito assustador, por que não podemos tocar, apenas sentir e, como os nossos sentimenos nos traem!

É uma gravidez com mais de 09 meses e, esta espera quando não preparada, trabalhada gera muita angustia e por vezes muitas duvidas.

No próximo momento falaremos sobre esta espera e o que ela representa no dia-a-dia de uma familia, de uma pessoa que decide pela adoção.

Nós tivemos as duas experiências: o da gravidez biológica e da gravidez invisível e posso dizer com toda a certeza: a diferença está apenas no tempo de crescimento da barriga.

Fiquem com Deus e façamos um mundo melhor !

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Adoção

Nossos olhos se viram para onde está nosso coração e, com isso acabamos prestando atenção em situações e acontecimentos, pessoas e experiências que antes não percebíamos. Passava pela nossa frente, era até interessante, mas passava.

Quando em nossa vida começam a surgir novos interesses, nosso coração desperta, novas emoções acordam e uma inquietude toma conta de todo nosso peito.

Olhamos para todos os lados buscando identificar quem ou o que está despertando esta inquietude, no entanto não é nada concreto, está no ar, no universo!

Assim, descrevo o momento em que senti a vontade de ter mais um filho que seria gerado em nossos corações!

Então, conversando, identifiquei o que seria esta inquietude, esta vontade, que seria o desejo de adotar uma criança.

Começou outra inquietação, como fazer? Como decidir?

Euforia, agonia, medo, insegurança, enfim a única certeza: queremos adotar.

É sobre isto que iremos conversar, abrir espaço para um dialogo de aprendizado, de crescimento com a unica certeza: SOMOS MARINHEIROS DO MESMO MAR!

Espero que possa contribuir de alguma forma para crescermos juntos.

Um grande abraço.

 

EM BUSCA

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Acordei pensando em mim
Relembrei minha Jornada
Olhei minhas lembranças
Percebi o quanto me perdi
Nestas andanças
Construindo um sentindo para vida.

Recordei o tempo passado
Buscando encontrar os sonhos e  as certezas
De uma vida cheia de ideais

Mas uma lágrima solitária
Inundou meus Olhos
Avisando que eu me perdi

Por mais que não existam mais esperanças
Em meu coração
Ainda não é tarde
Para um resgate
Vou orar e pedir ao meu Deus
Que me ajude neste embate
Conquistando um novo amanhecer
Redescobrindo o gosto de viver.

Maristela Truppel em 30/09/2013

Cidade na Rússia instala caixas para mães abandonarem bebês de forma anônima

Uma cidade da Rússia comprou cinco caixas batizadas de algo semelhante a “caixa de entrega de bebês”, para que mães pudessem deixar, de forma anônima, filhos indesejados. É a primeira vez que as tais caixas são introduzidas no país. Três caixas já foram instaladas na cidade de Krasnodar. As outras duas estarão funcionando até o fim de janeiro.

Segundo o jornal “Daily Mail”, a medida tem como objetivo proporcionar boas condições sanitárias para os bebês abandonados pelas mães. Normalmente as crianças são abandonadas em caixas de papelão. As caixas para bebês já são utilizadas, desde o ano passado, na África do Sul.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/cidade-na-russia-instala-caixas-para-maes-abandonarem-bebes-de-forma-anonima-3789816.html#ixzz1qVy5HCNS

 

Realmente é absurdo.

Como é mais fácil retroceder, ficar na zona de conforto ao invés de seguir as leis e orientações mundiais no que diz respeito aos direitos da criança e do adolescente!

Criar políticas públicas de base e fortalecer a educação: sem cogitação!

Fico pensando em como é fácil descartar seres humanos que não tem voz e vez, pensando que está se fazendo uma boa ação!

Quando teremos consciência que estamos acabando com a raça humana?

Nem tudo que reluz é natal

Neste domingo, dia 1112, foi o segundo dia de desfile do Natal Reluz de Palhoça. Realmente um espetáculo de alegria, encantamento e magia.
O tema escolhido falando do mundo dos brinquedos é maravilhoso, as crianças  e os adultos se reconhecem do pinóquio ao peter pan.

Este domingo não choveu e com isto o brilho foi ainda maior. Milhares de pessoas viajaram em mundo mágico da alegria e do faz de conto por uma hora e meia.

Quando o trenó do Papai Noel passou foi interessante, pois atrás seguiram todos que estavam no desfile e, como em procissão, passos lentos e enfeitiçados por esta magia todos seguiam o Papai Noel.

Cruzei na contra mão pela multidão em busca de minha filha que fez parte de uma das alas, fui em direção ao salão da Igreja Católica, onde estavam concentrados.

Na volta olhei para um canto próximo a uma das portas da Igreja e deparei-me com um cidadão deitado no chão, coberto com um resto de cobertor… dormia.

Muitas pessoas passaram pelo mesmo caminho, muitos olharam e ninguém se importou. Ninguém parou para olhar, perguntar e continuamos seguindo o Papai Noel.

O quarto deste cidadão é uma calçada, seu travesseiro é um saco onde guarda seus pertences e seu banheiro…? Deve ser o jardim!

Nem a multidão, nem o cidadão ali deitado, se olharam!
Nem a música e a magia do natal tocou o coração daquele cidadão e nem dos milhares que assistiram o desfile.
Como desfile passou assim também passamos… mas aquele cidadão continua lá!

Blog da 1ª Promotoria de Justiça de Palhoça

 

A 1ª Promotoria de Justiça de Palhoça, no dia 23 de maio, abriu mais um canal de comunicação através do lançamento do Blog e Twitter.

Segundo o Promotor de Justiça Aurélio Giacomelli da Silva ” Este blog tem as finalidades de divulgar as atividades deste Órgão de Execução na àrea da Infância e Juventude, de informar a população sobre este relevante tema e de receber da comunidade denúnicas e críticas, para o parefeiçoamento da atuação do Ministério Público.”

A 1ª Promotoria também tem uma página no Twitter com a mesma finalidade.

Acesse:

Blog: http://1pjpalhoca.blogspot.com/

Twitter: https://twitter.com/#!/1pjpalhoca

A 1ª Promotoria de Justiça se localiza:

Rua Bernardo Scheidt, 88 – Centro Prédio: Edíficio Abreu e Pfleger CEP: 88.131-020 Telefone – (48)3901-3819 begin_of_the_skype_highlighting            (48)3901-3819      end_of_the_skype_highlighting

Campanha laços de amor – ALESC

Campanha Adoção – Laços de Amor é lançada na Assembleia

A Campanha Adoção – Laços de Amor foi lançada hoje (23), às 9 horas, no Plenário Deputado Osni Régis, no Palácio Barriga Verde. A iniciativa da Assembleia Legislativa, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Santa Catarina (OAB/SC) e do Tribunal de Justiça, através da Corregedoria Geral de Justiça, tem como objetivo aumentar o número de adoções através da sensibilização da sociedade e da agilização no trâmite dos processos. Para isso, enfrenta o desafio de quebrar velhos paradigmas e incentivar especialmente a adoção tardia. Hoje, em Santa Catarina, 62% das 1656 crianças em casas de acolhimento têm acima de 10 anos de idade, enquanto a maioria dos pretendentes dá preferência a bebês de até três anos.

Leia mais na fonte:http://www.alesc.sc.gov.br/portal/imprensa/leitor_noticia.php?codigo=26373 

Nesta segunda-feira, dia 23 de maio, foi um dia muito especial em minha vida, pois tive a oportunidade de participar do lançamento da Campanha Laços de Amor – que incentiva a adoção de crianças acima de três anos e adolescentes.

Dentre as muitas mensagens e reflexões que me chamara a atenção ficou:

Frase da psicóloga Suzana Sofia Moeller Schettini sobre filhos adotivos, que de forma pejorativa e peconceituosa são visto pela sociedade como um mau quano algo acontece, quando na verdade esses jovens já foram abandonados e negligenciados muitas vezes antes.

E a juíza da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Gaspar, Ana Paula Amaro da Silveira
que trouxe questionamentos importantes sobre as causas que levam as pessoas a buscarem a adoção, que filho não é produto de mercado.

E, por fim marcou a fala do psicoterapeuta Luiz Schettini sobre importância dos vinculos e do respeito, dos deveres humanos para os outros humanos.

Adotar uma criança ou um adolescente é um ato de dever para com o outro ser humano!
Não é preciso coragem ou ato de heroísmo: é preciso responsabilidade para com o outro e este outro trata-se de alguém que precisa receber segurança, amor e carinho!